Novas verdades, novo ano
I Um ano em que novas verdades floresceram. Foi meu papel acolhê-las, dar-lhes um lar, aconchegá-las em alguma parte do pequeno pedaço de terra que seguro nas mãos. Os amigos, os parentes, os estudos, a alegria, o choro, a fé, o amor: de tudo foi sendo extraído o líquido dessa verdade que sorvo em goles lentos ou apressados, a depender da minha coragem, a depender da minha generosidade perante os mistérios que se anunciam, que adentram a vida sem pedir licença. E posso dizer que foi bom não ter tido medo das histórias encerradas e que é melhor ainda não temer pelas histórias que se iniciam, que timidamente me acenam com os seus primeiros raios de luz, ainda nessa alvorada que me toma pelo peito. Não será, daqui pra frente, o tempo das coerências, dos tratados lógico-sistemáticos, dos planos inabaláveis. Não será, tampouco, o cálculo das horas e dos segundos que apressa o deleite de me ver transformado naquilo que sou, naquilo que tenho de ser. Será, contudo, assim como foi na mai...