Poemas de janeiro
Enquanto nasce um ano, enquanto nasço para os meus caminhos, enquanto o sal e a luz indicam a direção ainda escondida, me sustentam alguns poemas. I Sendo apenas miragem, pouco importa! Se ainda sei onde há a sombra Que me permite o descanso, Se permanece o amor Que me desenha o destino, Se me toma pela mão a inocência De uma língua que descobre o tom E o ritmo da saudade, Então é possível olhar para dentro E dizer, aliviado: é bom, não faz mal, Deve ser coisa da idade. II O desejo De saber Me dar, De saber Amar, De saber Experimentar. "Não é o saber Que vai te consolar, Mas todas as coisas Internamente Saborear". O desejo, Então, De saborear O saber Criar, O saber Desejar, O saber Esperançar. Saborear O meu corpo De semente E a terra úmida Onde me plantar. Qualquer lugar bonito Para, Finalmente, Desabrochar. III No lugar das esperas contínuas Onde derramo em teus braços As perguntas tatuadas ao peito Toco o inacabado sentir das coisas, Enquanto tuas mãos, em me...